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domingo, 13 de junho de 2010

ENTORPECIDO





Meu cigarro ilumina minha estrada
Caminho com os pés descalços
Sobre rosas e espinhos
Enquanto corpos flutuam nas aguas do mar morto



Abro as portas trabalhadas do destino
Penso em coisas que não sinto
Aperto de mão dados por amigos
É o destino, é o destino meu amigo



Em um teste psicotécnico
Encaixo triângulos quadrados e hexágonos
Brinco com meu cordão umbilical
Diluído em mercúrio cromo


Ataduras escondem meus sofrimentos
Me intoxico com meu próprio vomito
Vendo um certo encantador de serpente
Envolta de meu próprio leito

ANDERSONSC

2 comentários:

Valéria Sorohan disse...

Como sempre excelente e cheio de mistério e magia.


BeijooO'

Lilian disse...

Olá amigo Andersn,

Parabenizo-o pelo excelente poema que escreveu, com alma de poeta intrépido e que retrata nas palavras líricas a forma ousada de se mostrar.
Parabéns pelo blog e pela postagem.
Carinhoso e fraterno abraço,
Lilian