
Tão vazias paginas multicoloridas
Tão cheios comentários de fantasia
Fundo branco preenchido com verdades e mentiras
Versos, prosas e rimas
De seu caderno diário noturno
Resgata sonhos, tristeza e alegrias
De seu poço escondido entre as flores do jardim
Puxa o balde com agua límpida
Mas trás junto micro organismo nocivos a vida
Nos rascunho esboço de sua vida
Não só seu mas também de velhas companhias
Por de trás do rotulo uma bula que dizia:
Não vos deixeis enganar
Más companhias Corrompem bons costumes
Todo livro deseja ser lido
Todo poema deseja ser recitado
Todo surdo deseja ouvir
Mesmo que de si coisas ruins seja exteriorizadas
Por boca metálicas ou sequer sem dentes
A palavra pode ser uma serpente
A palavra pode ser o veneno que mata
Mas é do próprio veneno que se retira o antídoto
Resposta vinda de seu velho e já desgastado
Caderno de enquetes dos anos oitenta
Mas existem respostas
Respostas que nunca serão dadas
Lá vem eles novamente com suas
Boas porem nunca concreta teorias
As vezes sinto que é isto que nos enforca
Os nós desta corda nos.
OBS: ” Não vos deixeis enganar:
Más companhias corrompem bons costumes. “
1 Cor. 15,33
ANDERSONSC